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Historicamente o vinho é uma das bebidas alcoólicas mais
antigas e por isso a mais carregada de senso cultural. Primeiramente uma
bebida reservada, o vinho destinava-se a privilegiados enquanto para a
maioria da população restava a cerveja ou os sucos de frutas.
Para o escritor e historiador Gilbert Garrier, os usos religiosos do vinho são tão antigos quanto à própria religião. No Egito faraônico, os deuses eram honrados através de oferendas de vinho. O culto a Dionísio entre os gregos e, posteriormente, a Baco entre os romanos, foi transmitido à Cristandade e sobrevive até nossos dias sob formas profanas ou religiosas. Encontra-se na Bíblia, por exemplo, mais de 500 alusões à uva e ao vinho: nos versículos do Gênese, Noé primeiramente plantou a vinha após o dilúvio, e esta aparece como símbolo da renascença de uma humanidade purificada.
A História mais uma vez nos serve para contextualizar e diferenciar
o vinho de outras bebidas. Atualmente em discussão, o uso do vinho
como alimento funcional vem causando polêmica na sociedade, principalmente
pela posição da classe médica em relação
a seu conteúdo alcoólico.
Neste contexto, é importante levar às pessoas os benefícios
que o vinho pode oferecer quando bebido com moderação, durante
as refeições, regularmente e por pessoas que não apresentam
contra-indicações ao consumo de bebidas alcoólicas.
Estes benefícios são atingidos pela presença dos polifenóis,
principalmente nos vinhos tintos, que têm um potente efeito antioxidante
e de ação antibiótica. Além disso, a intenção
da lei que propõe transformar o vinho em alimento funcional não
foi incentivar o consumo excessivo da bebida, mas sim o de aliviar a pesada
carga tributária que incide sobre o produto e que enfraquece seu
consumo interno em relação aos concorrentes importados.
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