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Processos de Vinificação
Os processos de vinificação,
conservação e envelhecimento giram em torno da fermentação
alcoólica, que converte parte do açúcar do mosto de
uva em álcool etílico e outra parte em dióxido de
carbono.
Vinhos tintos
Para obter vinhos tintos, de forma
geral ocorrem os seguintes processos:
1) Vindima de uvas tintas em caixas,
não excedendo 17 quilos por caixa, para evitar esmagamento precoce
do bago.
2) Separação dos bagos
de seu cacho (desengaço).
3) Prensagem dos bagos com prensa
pneumáticas para evitar extração excessiva de taninos,
resultando no mosto.
4) Adição de leveduras
ao mosto.
5) Fermentação e maceração
do mosto obtido com as cascas em tanques de aço inoxidável.
Neste processo, é adicionado dióxido de enxofre que agirá
como conservante. O tempo de fermentacão pode variar de acordo com
o tipo da uva.
6) Trasfega do vinho retirando as cascas,
para um segundo tanque, onde continuará o processo de fermentação.
Todo processo de fermentação deve ter temperatura controlada
entre 25° C. e 32° C. Se passar dos 35° C, ocorrerá
o interrompimento da fermentação. O tempo varia entre 7 e
50 dias, dependendo se o vinho desejado for suave ou seco respectivamente.
7) Clarificação do
vinho através de decantação, colagens e filtração.
8) Adição de gás
anidrido sulfuroso para conservação (INS 220).
9) Envelhecimento em barricas de
carvalho (opcional).
10) Engarrafamento (envase).
Vinhos brancos
Para obter vinhos brancos, de forma
geral ocorrem os seguintes processos:
1) Vindima da uvas brancas ou tintas
em caixas, não excedendo 17 quilos por caixa, para evitar esmagamento
precoce do bago.
2) Separação dos bagos
de seu cacho (desengaço).
3) Prensagem dos bagos com prensa
pneumáticas para evitar extração excessiva de taninos,
resultando no mosto. Para uvas tintas, a casca deve ser separada do mosto
para evitar a maceração, o que resultaria em vinho tinto.
4) Adição de leveduras
ao mosto.
5) Fermentação do
mosto obtido em tanques de aço inoxidável. Neste processo,
é adicionado dióxido de enxofre que agirá como conservante.
O tempo de fermentacão pode variar entre 14 e 21 dias, de acordo
com o tipo da uva. Todo processo de fermentação deve ter
temperatura controlada entre 15° C. e 22° C.
7) Clarificação do
vinho através de decantação, colagens e filtração.
8) Adição de gás
anidrido sulfuroso para conservação (INS 220).
9) Engarrafamento.
Vinhos rosados
A obtenção de vinhos
rosados pode ser:
1) A partir da pouca maceração
de uvas tintas.
2) Da mistura de uvas brancas com
tintas durante a maceração.
3) da retirada precoce das cascas
de uvas tintas durante a maceração.
4) Do assemblage de vinhos tintos
com vinhos brancos.
Espumantes
Os processos básicos para
obtenção do vinho espumante são:
1) Vindima de uvas (geralmente pinot
noir e chardonnay) em caixas, não excedendo 17 quilos por caixa,
para evitar esmagamento precoce do bago.
2) Separação dos bagos
de seu cacho (desengaço).
3) Prensagem dos bagos com prensa
pneumáticas para evitar extração excessiva de taninos,
resultando no mosto flor, que é o mosto obtido da primeira prensagem.
4) Adição de leveduras
ao mosto.
5) Primeira fermentação
e formação do chapéu no mosto obtido (sem cascas)
em tanques de aço inoxidável.
6) Terminada a primeira fermentação,
obtém-se o vinho base, que nada mais é do que um vinho branco
normal.
7) Adição do licor
de expedição que determinará o teor de açúcar
do espumante
8)
"Prise de Mousse - Méthode Charmat"
ou chamada de segunda fermentação pelo processo charmat.
Nessa fase, a fermentação libera gás carbônico
que em tanques fechados, a pressão interna aumenta, garantindo a
dissolução do gás no vinho base, formando assim o
perlage do espumante. A Prise de Mousse dura de 4 a 5 semanas.
"Prise
de Mousse - Méthode Champenoise". Conhecido também
como "Méthode Classic". Quando a segunda fermentação
for feita na própria garrafa, recebe o nome de método champenoise.
As garrafas ficam inclinadas de boca para baixo e é feito um rémuage
para que os resíduos se acumulem no bocal. Quando estiver pronto,
congela-se o gargalo da garrafa e a própria pressão interna
criada na garrafa expulsa os resíduos. Completa-se a garrafa com
mais um pouco de espumante e está pronta para ser lacrada com rolha
tipo corona. Este é o método utilizado nos Champagnes.
"Prise de
Mousse - Méthode Acenstrale". Conhecido também
como "Méthode Rurale"
9) Correção do gás
anidrido sulfuroso para conservação (INS 220).
10) Envase e colocação
de rolha tipo corona (para espumantes produzidos pelo método charmat. |